Conheça o Arizona: Grand Canyon e Flagstaff

maio 28, 2010 Postado por
kashyap_hc

Foto destaque: kashyap_hc/Flickr

Localizado ao norte do Estado norte-americano do Arizona, no Grand Canyon National Park, local que atrai cerca de 5 milhões de turistas ao ano, vindos de diversas partes do mundo, o Grand Canyon é a principal atração turística do Arizona. Sua grande importância, inclusive, fez com que o estado adotasse como uma espécie de lema a expressão “The Grand Canyon State”, ou seja “O Estado do Grand Canyon”.

Ele é uma das 7 maravilhas do mundo natural e é bom você ir preparado para não conseguir ver toda a paisagem de uma vez em seu campo de visão, porque o canyon tem 445 km de comprimento, aproximadamente 1,5 km de profundidade e uma largura que pode variar de 200 metros a 30 km.

Sua bela paisagem foi esculpida por meio de processos erosivos, motivados, principalmente, pelas águas do rio Colorado, além da neve, da chuva e do vento. É difícil acreditar na vista quando se está na beira dos imensos abismos coloridos.

Flagstaff. Foto: edwin.11/Flickr

A melhor forma de chegar até o Parque é passando por Flagstaff, uma cidade rodeada por florestas nacionais, situada no sopé da montanha mais alta do Arizona, o pico Humphrey, com 3850 metros.

Flagstaff é parada obrigatória para aqueles que gostam de neve e querem esquiar por suas montanhas. Além disso, lá você também pode praticar golfe em um dos diversos campos, fazer atividades ao ar livre, como caminhada, ciclismo de montanha e rafting e até mesmo aproveitar a vista do Grand Canyon e de Flagstaff em uma passeio de helicóptero. Há ainda a opção de passear pela famosa Rota 66, que desde 1985 deixou de fazer parte do sistema de rodovias dos Estados Unidos para entrar na história do país. A estrada é berço do primeiro Motel e do primeiro McDonald’s do mundo, tendo, além de uma importância histórica, valor cultural e turístico.
Para quem gosta de saber mais sobre a cultura dos locais, em Flagstaff você pode visitar o Lowell Observatory, Meteor Crater, o Museum of Northern Arizona ou todas as galerias de arte de Flagstaff.

Saindo de Flagstaff rumo ao Grand Canyon, você deve seguir o rumo norte, pela estrada 180 e depois pela 64. A viagem até o Grand Canyon National Park demora em torno de 90 minutos. Saindo de Phoenix, a viagem vai demorar mais ou menos três horas.
Se você for para lá durante o verão americano, provavelmente vai encontrar congestionamentos, devido ao fluxo maior de pessoas que se dirigem ao Grand Canyon nesta época do ano. Não só americanos, mas pessoas de várias partes do mundo vão conhecer o Grand Canyon, o que pode causar, entre junho e agosto, uma superlotação no parque. Para manter o controle nesses casos, a administração do parque limita o número de acessos, permitindo a entrada de alguns apenas quando outros deixarem o local. Para evitar esse tipo de atraso, a melhor coisa a fazer é planejar sua viagem fora da alta temporada, ou então chegar ao Grand Canyon o mais cedo possível.

Montanha em Flagstaff. Foto: Martin_PHX/Flickr

Chegando no parque do Grand Canyon, é necessário pagar uma taxa para ter acesso. Se você for entrar no parque com seu veículo, a taxa custa 25 dólares, independente do número de pessoas no carro. Se o acesso for a pé, de moto ou bicicleta, a taxa tem o valor de 12 dólares por pessoa. Crianças com 15 anos ou menos têm entrada gratuita permitida.

Você pode entrar no Grand Canyon por dois acessos: o South Rim, do lado sul do canyon, que é o acesso mais fácil e próximo de rodovias importantes. Por esse motivo e por ter uma melhor infraestrutura em termos de restaurantes e hotéis, o South Rim é o lado mais visitado. Já o North Rim, do lado norte, é frequentado mais pelas pessoas vindas daquela parte do país, ou que estão em busca de calmaria, longe do barulho de muitos visitantes. Se você quiser passear pelos dois lados, precisa dar a volta em todo o Grand Canyon, que se torna uma viagem de muitos quilômetros, uma vez que os desfiladeiros não possuem estradas.

Assim que você estiver no parque, poderá fazer o passeio que todos fazem, percorrendo as trilhas que ficam nas margens do despenhadeiro, ou então algo diferente, organizado pela administração do parque, que é uma descida até o fundo do canyon montado em mulas. A parte ruim desse passeio com mulas é sua alta procura e o baixo número de lugares disponíveis, necessitando fazer reservas com uma enorme antecedência.

No entanto, se você acha tem um bom preparo físico, ao invés de optar por ir até o fundo do canyon com o transporte de mulas, pode percorrer o caminho a pé. Nesse caso, é bom levar bastante água, ir com roupas leves e adequadas e procurar carregar o mínimo possível de bagagem.
Outra dica importante é não fazer o caminho de ida e de volta no mesmo dia, devido à extensão de trilhas inclinadas. Assim, você pode descer até o fundo do canyon durante o dia, armar acampamento por lá, descansar bem e no dia seguinte, voltar para a parte de cima do parque.

Por essa foto é possível ter uma noção do tamanho do Grand Canyon. Foto: stusev/Flickr

Além dos passeios turísticos através do Grand Canyon, aconselho a vocês que fiquem no local até o final da tarde, quando é possível apreciar uma linda visão, resultado do sol que bate nas rochas.

Final de tarde no Grand Canyon. Foto: Red Junasun/Flickr

Caso você pretenda se hospedar em algum hotel, para aproveitar melhor seu passeio ao Grand Canyon, deve fazer a reserva com antecedência e se preparar economicamente, visto que lá não há hotéis econômicos próximos ao parque. Uma sugestão um pouco mais em conta é o Best Western Grand Canyon Squire, que fica a mais ou menos 11 quilômetros do parque, no Grand Canyon Village.

Estando em Phoenix há duas opções de transporte para ir até o Grand Canyon. Uma delas é alugar um carro na cidade e ir dirigindo até lá. A vantagem é que você tem independência quanto a horários e roteiros. Mas se você não está habilitado para dirigir carros no exterior ou preferir outro meio de transporte, não precisa recorrer aos ônibus intermunicipais. Nos Estados Unidos o serviço de shuttle (vans que transportam as pessoas de um lugar para outro) é bastante comum e você pode pegar uma shuttle no aeroporto de Phoenix, o Sky Harbor, e ir até Flagstaff. Na internet achei um serviço de shuttle que faz esse roteiro. É o Arizona Shuttle, que funciona no aeroporto das 8 horas da manhã às 21h30. As linhas ficam nos terminais 2, 3 e 4 do Sky Harbor e a passagem de ida custa 35 dólares. Você precisa comprar os tickets com antecedência, pela internet, porque não há serviço de venda de passagens no local. De Flagstaff você pode pegar outra Shuttle até o Grand Canyon, que custa 24 dólares se a reserva for feita via internet. Esse valor não inclui a taxa de entrada no parque.

Esse post foi escrito para o Blog da MalaPronta.com, hotéis no Brasil e no Mundo pelo menor preço!

Franciele

Gosta de música, futebol, Fórmula Um, seriados, filmes, livros, viagens e mídias sociais. Se interessa pelas áreas de jornalismo esportivo, cultural e turístico. Em 2008/2009 ficou quatro meses em Phoenix, nos Estados Unidos, fazendo o intercâmbio Work and Travel.

Comentários

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9 respostas para “Conheça o Arizona: Grand Canyon e Flagstaff”

  1. guiaemlondres disse:

    alguem aqui indo para o West Coast: Seatle, Portland, San Francisco, Las Vegas e Grand Canyon em Setembro?

  2. Maurício disse:

    Franciele

    Eu fui uma vez ao Grand Canyon, mas foi um passeio bem superficial. Queria ir para passar mais tempo e explorar as trilhas, então queria saber se você pode indicar agências de turismo aqui no Brasil que fazem um passeio mais exploratório, ou se teria que contratar os serviços localmente. Caso seja necessário contratar uma agência de lá, você tem alguma indicação?

    Grato

    Maurício

  3. RODRIGO disse:

    FRANCIELE ESTOU INDO PARA VEGAS , ESTOU COM ALGUMAS DUVIDAS … QUAL O MELHOR MEIO PARA IR AO PARQUE ? DE CARRO , ONIBUS OU HELICOPTERO ? SE FOR ONIBUS . PODE INDICAR ALGUMA EMPRESA ? TENHO AQUI PROPOSTA DA PINK JEEP TOURS E GRAY LINE …. OBRIGADO PELA ATENÇÃO …

  4. Cecilia disse:

    Valeu! obrigada pelas informações.

  5. Cecilia disse:

    Franciele, estou me programando uma viagem ir ao Gran Canyon este ano e gostaria de te explorar um pouquinho. Sobre trilhas no parque o que tenho lido é que devo fazê-las durante o dia e retornar (a menos que eu tenha a permissão para pernoitar no parque, que deve ser solicitada com bastante antecedência). A minha dúvida é: existem trilhas somente nas bordas ou posso descer até onde eu julgar que devo e retornar? Quantas trilhas existem e quantos dias seria ideal eu ficar (estou avaliando a possibilidade de pernoitar pelo menos 1 noite em algum dos hoteis no parque) e outras talvez em Flagsttaf. Qual a distância de cada trilha? Em outubro ainda é possível ver o maravilhoso amanhacer e anoitecer que deixa tudo avermelhado? Agradeço desde já.

    • Franciele disse:

      Oi Cecília!

      Não sei te responder tudo detalhadamente, mas pelo que sei, são três trilhas no parque que levam as pessoas até lá embaixo, e elas partem das duas bordas, norte e sul. A mais famosa é a Bright Angel, que serpenteia 12,8 km abaixo da borda sul até Phantom Ranch. Lá tem um alojamento e uma área para acampamento no meio do vale de choupos-do-canadá de Fremont, na base do cânion.
      Acredito que grande parte dos passeios são feitos com guias, e te aconselho a fazer uso do serviço. Não creio que o local seja perigoso, mas é sempre bom ter por perto alguém com experiência :)
      Geralmente você pode ver tudo em um dia, mas isso de uma forma bem superficial. Acredito que em dois ou três dias você consiga explorar todo o Grand Canyon. Flagstaff também pode ser aproveitada em uns dois dias. Creio que uma viagem de quatro dias seja suficiente para que você conheça os dois lugares de forma satisfatória ;)

      Quanto ao amanhecer e anoitecer avermelhado, acredito que possa ser visto o ano todo sim. Procurei, mas não vi nada na internet dizendo o contrário.

    • Malu disse:

      CECILIA, tenho um grupo em setembro para SEDONA – 4 dias – LAS VEGAS – 3 dias e depois segue para Medford no Óregon e termina em SHASTA na Califórnia – serão 12 dias –
      realmente conhecer o Grand Canyon faz bem para os olhos e a alma. OK

  6. Pedro disse:

    Nossa! Mais um post bem interessante! Está aí uma coisa que me fascina, altura! E altura agente vê muito por aí! (Grand Canyon) hehehe! MAis uma vez parabéns pelo post Franciele ;)

    • Franciele disse:

      Brigada, Pedro :)

      O Grand Canyon realmente é encantador, e grande parte disso se deve à sua altura e extensão. É um destino não muito conhecido pelos brasileiros, mas sem dúvida vale tanto a pena quanto conhecer a Times Square e a Calçada da Fama :)

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